Águas Selvagens

Porque sonhaste o meu sonho.
Porque língua de fogo soçobrada
nas águas ardi no medronho.

E ébrio, vento manso – Ó! mulher amada -,
encrespei-te a pele. Que teu túrgido peito
eram dunas de mel. Uns lábios favo,
outros enseada por onde mavioso sibilava.

Não estavas só. Anelantes, do lusco-fusco
à alvorada, encharcámo-nos em marés vivas.
A Lua abençoou as águas mornas espargidas.

[Luís Eusébio]

2 thoughts on “Águas Selvagens

  1. Cláudia

    Eu não te disse que o teu “comentário” ia ser bem melhor do que o meu texto?…
    Não me enganei. Continuo a gostar do meu texto, mas este poema está qualquer coisa!!
    Fantástico… e ainda por cima senti que encaixa mesmo no que eu escrevi, sabes? 🙂

    Não sei é se me agrada a ideia de me teres roubado o título do post… mas vá lá, por ser para ti eu perdoo. 😉

    E a imagem Luís… é mesmo isso. Está lá!
    Obrigada, obrigada, obrigada, obrigada…

    Beijinho enorme e quentinho para ti. ***

  2. PortoCroft

    Cláudia,

    Muito pelo contrário. O teu texto é que está muito bom, escrito com a alma e sugestivo. O meu comentário é um pobre comentário. Nada mais.

    Beijos grandes para ti, miúda linda. 😀

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